Administração do Capital de Giro: 5 fundamentos que todo pequeno e médio empresário deve saber

Redação Redesul :)

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Imagine um avião pairando a 10 mil metros de altura; se acabar o combustível, ele cai. Com o capital de giro acontece da mesma forma, ele é o querosene que mantém o motor da empresa funcionando.

O valor desse capital é resultado da diferença entre o dinheiro que sua empresa tem disponível e o dinheiro que ela deve, entre despesas fixas e gastos essenciais para a produção, venda ou prestação de serviço. Além de manter o negócio ativo, esse recurso é responsável por aperfeiçoar e ampliar o empreendimento.

Mas esse equilíbrio entre a geração e a aplicação de recursos tem se mostrado um grande desafio para os empresários brasileiros, por isso, nós separamos 5 fundamentos que todo pequeno e médio empresário deve saber pra administrar o capital de giro com inteligência, sem precisar recorrer a empréstimos.

#1 Controle financeiro

Essa informação pode parecer redundante para alguns gestores, mas existem muitos micro e pequenos empresários que ainda não investem nessa ferramenta, indispensável pra administrar o capital de giro.

O controle financeiro pode ser feito de diversas formas, seja com livro-caixa, planilha eletrônica ou softwares de automação comercial; a regra é registrar todas as receitas e despesas e saber exatamente o lucro líquido diário da empresa.

O objetivo de qualquer negócio é fazer com que esse lucro seja maior a cada dia, portanto, se você perceber que esse número está reduzindo ao invés de aumentar, é hora de acender o alerta vermelho e descobrir onde sua empresa está falhando.

Mas administrar o dinheiro exige tempo e dedicação e, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiros de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), nem sempre os empresários de pequenos negócios se dedicam a analisar qual a melhor solução para os problemas financeiros, entre eles, a falta de recursos para manter as contas do empreendimento em dia.

Pra te ajudar nesse controle, você pode baixar o aplicativo ZeroPaper, uma ferramenta gratuita e fácil de usar (basta fazer o cadastro).

Além de auxiliar na gestão do negócio, esse programa faz verificações e análises da situação financeira da empresa, mostrando possíveis rumos que seu negócio pode seguir.

#2 Saiba calcular quanto capital de giro sua empresa precisa

Contar com o ovo antes da galinha botar é uma atitude recorrente em micro, pequenas e até médias empresas, mas que precisa ser evitada a todo custo.

Sua empresa não pode contar com um dinheiro que ainda não está disponível, por isso, você sempre deve considerar apenas os valores que já tenham nota fiscal emitida e com os dias de pagamento dos boletos fechados e aceitos.

Pra saber o capital de giro da sua empresa, num primeiro cálculo você deve encontrar o valor do seu Ativo Circulante (AC), que é a soma de todo o capital positivo que a empresa possui, seja a verba disponível no caixa e as contas a receber (devidamente faturadas), ou recursos que sejam facilmente convertidos em dinheiro, como o valor que está imobilizado no estoque (não inclui investimentos de longo prazo, como imóveis, que não podem ser facilmente capitalizados).

Depois, encontre o valor do seu Passivo Circulante (PC), que nada mais é do que a soma de tudo o que sua empresa precisa pagar, como fornecedores, impostos, empréstimos e demais gastos, como luz, água, internet e combustível.

Subtraia um número pelo outro e o resultado será o seu Capital de Giro Líquido (CGL). Quanto maior for esse índice, melhor será a liquidez da sua empresa.

Basta aplicar esta fórmula muito simples:

AC – PC = CGL

Digamos que o valor do seu Ativo Circulante seja de R$ 53 mil e que seu Passivo Circulante fique em R$ 34 mil. Então, seu negócio tem disponível R$ 19 mil de Capital de Giro Líquido.

Sabendo calcular esse número e conhecendo bem os processos da sua empresa, fica mais fácil ajustar esse valor caso haja necessidade.

O Sebrae disponibiliza uma ferramenta gratuita pra fazer esse cálculo, mas é preciso cadastrar o CNPJ da sua empresa.

#3 Incentive compras à vista

Embora a compra parcelada alivie o bolso do consumidor, para o empresário que está preocupado em manter capital de giro pode ser um “tiro no pé”.

Digamos que você tenha uma loja de roupas e venda uma calça jeans por R$ 150 em 3 vezes de R$ 50 no cartão, com uma entrada e o restante em 30 e 60 dias. Você emite nota fiscal e faz a entrega. Na teoria, seu caixa registra a saída de R$ 150 em mercadoria, mas na prática sua empresa contabiliza apenas R$ 50 de entrada.

Percebe como a venda parcelada dificulta a administração desses recursos? Você tem um bom estoque e paga a mercadoria à vista, mas recebe a prazo. E mesmo que você financie essa compra, os juros que você vai pagar não compensam. Não tem como essa conta fechar!

Também não é fácil convencer seu cliente a pagar à vista, principalmente em momentos de crise econômica, em que o poder de compra fica reduzido. A dica aqui é promover campanhas, ofertar descontos, brindes e até serviços complementares pra quem fizer o pagamento à vista.

Dependendo do seu nicho de mercado pode haver alguma dificuldade, mas vale muito à pena investir seus esforços e sua criatividade nesse propósito.

Se mesmo oferecendo diversos benefícios você não conseguir convencer seu cliente a pagar à vista, então você deve tentar reduzir ao máximo o número de parcelas.

#4 Estoque: fuja de pedidos mínimos pra ganhar desconto

Como mostramos no item anterior, ter um estoque gigante imobiliza muitos recursos que poderiam ser aplicados de outra maneira, portanto, o capital de giro se relaciona diretamente com o controle dessa reserva.

Um erro muito comum entre pequenas e médias empresas é “super estocar” produtos pra conseguir melhores preços junto aos fornecedores. É claro que obter descontos é muito importante, mas isso não pode acontecer em troca de um estoque maior do que o necessário.

Quando o estoque é muito grande, a necessidade desse tipo de capital também aumenta, o que obriga o negócio a paralisar uma grande quantidade de recursos. A dica é fugir de “pedidos mínimos” e campanhas do tipo “preço promocional para compras acima de valor X”.

Esse é o momento de você considerar que a crise atinge todo mundo, inclusive o seu fornecedor, que também estará mais flexível pra negociar o tamanho do pedido e as condições de pagamento, afinal, ele também não quer perder clientes.

Procure aumentar seus prazos de pagamento, pois o famoso desconto pra compras à vista só vale à pena quando for maior que o custo do seu capital de giro, portanto, a gestão correta do seu estoque influencia diretamente no lucro líquido da empresa.

E lembre-se: estoque parado é prejuízo na certa! Não estamos mais nas décadas de 1980/90 pra ficarmos à mercê dos altos índices de inflação. Os produtos não dobram seu valor em um curto período de tempo, portanto, estocar não é mais uma aplicação financeira.

#5 Estabeleça uma política de redução de gastos

Você adaptou seu estoque à demanda, renegociou com fornecedores e reduziu as compras parceladas, mas seu Capital de Giro Líquido não está alcançando o valor que sua empresa necessita pra se manter e crescer no mercado? Então esse é o momento de estabelecer uma política de redução de gastos.

Fazer esses cortes não significa eliminar drasticamente seus gastos. Como tudo na sua empresa, essa ação precisa ser bastante planejada, porque de nada adianta você cortar o cafezinho dos funcionários se a produtividade cair (embora você possa substituir o Melitta pelo Pelé).

Para estabelecer uma política de contenção, é preciso saber a diferença entre despesa e custo. No primeiro caso, as despesas são os gastos necessários para a manutenção da empresa, como comissões de vendedores, material de expediente e divulgação.

Já o custo é o valor gasto com bens ou serviços contratados para que o seu produto (ou serviço) seja produzido, isso inclui matéria-prima, energia elétrica, impostos e depreciação de máquinas. Esse valor está sempre associado ao produto final.

Na dúvida, sempre questione se o gasto que você quer eliminar vai afetar diretamente a produção ou aquisição de estoque da empresa. Se a reposta for sim, esse gasto pode ser considerado um custo, caso contrário, será uma despesa.

Por exemplo, se você decidir cortar os anúncios patrocinados no Facebook, isso não vai afetar diretamente na produção da sua empresa, no máximo vai haver uma queda nas vendas, portanto, esse gasto em divulgação não pode ser considerado um custo, e sim uma despesa.

Partindo disso, considere rever seus contratos de telefonia e internet e busque planos corporativos, que são opções mais econômicas. Vale usar as ferramentas gratuitas, como WhatsApp, Skype ou Viber, mas sempre observando se essas alternativas não vão encarecer o custo da sua internet.

Gastos com água e energia elétrica também podem ser contidos. Vale substituir as lâmpadas da empresa por outras mais econômicas, de LED ou fluorescentes; trocar torneiras e descargas por modelos que economizem água, além de manter desligados todos os aparelhos não utilizados, nunca deixando em “stand by”.

Otimize o funcionamento da sua empresa eliminando ao máximo o volume de papeis e impressões. Para isso, procure ferramentas colaborativas para digitalizar e compartilhar documentos, como DropBox, Google Drive e OneDrive.

E, finalmente, envolva os funcionários e faça uma campanha interna de redução de custos, explicando o porquê dessa necessidade e pontuando as ações específicas. Vale distribuir placas e lembretes do tipo “Ligou? Desligue”. Sem a colaboração das pessoas que trabalham na sua empresa, as ações que você planejar pra reduzir gastos vão surtir pouco efeito.

Levantando capital de giro

Planejar seu estoque, prever custos e despesas e promover uma campanha interna de redução de gastos pode resolver o seu problema. Mas se você já fez tudo isso e ainda assim seu negócio não está rendendo o capital de giro necessário, você tem a opção de entrar em um grupo de consórcio e conseguir esse recurso sem pagar juros, ou comprar uma carta contemplada e levantar capital rapidamente.

Nós temos um material completo que explica exatamente como obter capital de giro com consórcio e carta contemplada, é só clicar aqui.

Se ficar alguma dúvida sobre como captar recursos através desse sistema, converse com a gente e faça uma simulação.

 

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